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23/08/2018
Passeie de Segway por fases malucas em dos jogos mais sem sentido e violentos que você já viu
Happy Wheels é um dos jogos em Flash mais difíceis de serem descritos, já que nada parece fazer sentido no universo do game – a começar pelo título, já que não há nada feliz durante a aventura.
No papel de um rapaz em roupa de executivo e que se locomove de Segway (um veículo motorizado de duas rodas que lembra um patinete), seu objetivo é completar cada um dos cenários existentes no menu inicial – e são dezenas, já que eles podem ser produzidos por qualquer pessoa com um editor de fases e postados na própria página do jogo.
Os níveis se alteram bastante, indo de temas como casas mal-assombradas para Pokémon, mas todos têm algo em comum: o gênero plataforma (há até uma imitação de Temple Run, para celulares) e a necessidade de acelerar e saltar com seu veículo.
O personagem pode morrer atacado de várias formas, exigindo que você recomece as fases do zero. Às vezes, entretanto, ele só fica ferido (ou até com um membro faltando), mas é possível prosseguir até o final.
Em alguns níveis, você pode escolher outros personagens igualmente sem sentido, como um pai irresponsável pedalando uma bicicleta com o filho criança na garupa, um velhinho de cadeira de rodas e até o Papai Noel em seu trenó. Os comandos são os mesmos, mas cada um tem características diferentes que podem ser cruciais para você passar de fase.
Mas esteja avisado: a violência é extrema e graficamente pesada, mesmo para um jogo. O personagem pode sofrer fraturas expostas, ser decapitado e até triturado por máquinas, personagens e por obstáculos do próprio cenário, como serras ou quedas muito altas.
Happy Wheels é, acima de tudo, um jogo bizarro – mas que pode se tornar uma boa diversão e garantir boas risadas caso você seja um fã do humor negro, exagerado e altamente violento proporcionado pelo título.
O fato de ele não ter história não chega a ser um problema, já que sua premissa é extremamente descontraída e original – além de criativa, conseguindo juntar o gênero plataforma com ideias tão esquisitas (e, se você estiver no mesmo humor dos desenvolvedores, muito engraçadas). A dificuldade, extremamente elevada, é outro fator que eleva o desafio e a diversão.
A participação dos fãs também é positiva, já que isso proporciona a criação de uma vasta rede de fases diferentes e bastante variadas, fazendo com que você fique bastante tempo experimentando cada cenário. Os gráficos, apesar da violência ser exagerada demais, são bem desenvolvidos (apesar de padronizados), coloridos e caricatos, sendo propositalmente toscos.
Mas o jogo contém alguns bugs gráficos, como ficar preso em certas partes do cenário, que podem irritar bastante quem já havia progredido bastante na aventura. Além disso, a jogabilidade até tenta respeitar a Física, mas acaba sendo sensível demais em alguns aspectos e de difícil domínio nos primeiros minutos de jogatina.
Por fim, algumas fases não têm tanta qualidade assim e pecam em execução, sendo praticamente impossíveis de serem vencidas – fazendo tanto sentido quanto o game em si.

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